Setembro Verde destaca a importância da doação de órgãos

O Dia Nacional da Doação de Órgãos e Tecidos ocorre em 27 de setembro. No entanto, para marcar a data, foi instituído em todo o Brasil o Setembro Verde, uma iniciativa que tem como principal objetivo trabalhar junto a população a importância da doação de órgãos, uma atitude que ainda encontra uma certa resistência em muitos lares brasileiros, mas que se aceita, pode ajudar a salvar a vida de mais de 32 mil pessoas que aguardam na fila de transplante no Brasil.

A campanha quer lembrar as pessoas que para se tornar doador de órgãos, basta falar com a família. A doação só ocorre com autorização dos parentes de primeiro grau . Por isso, o Setembro Verde ressalta a importância das pessoas conversarem com seus familiares e expressarem o desejo de se tornarem doadores após a morte.

O primeiro transplante de órgãos bem-sucedido foi de um rim, ocorrido em 1954, nos Estados Unidos. Passadas mais de seis décadas, o avanço da medicina permitiu os mais variados tipos de transplantes, como os de coração, fígado, pulmões, pâncreas, pele e córnea.

Em Ourinhos, a Santa Casa abriga a CIHDOTT (Comissão Intra hospitalar de Doação de Órgão e Tecidos para Transplantes). O setor, um dos principais da região, iniciou suas atividades em dezembro de 2014 e conta com uma equipe altamente capacitada composta pelo coordenador médico Dr. Fabrício Carrijo Rodrigues; o coordenador enfermeiro André Luiz Augusto Moreira; e as enfermeiras Marta de Assis Gonçalves, Bruna Rafaela Pereira e Fernanda Carolina Souza.

A CIHDOTT trabalha 24 horas por dia e os colaboradores atuam em escala de plantão à distância e também presencial. De acordo com o balanço realizado pela comissão, até dezembro de 2017, o setor captou 105 órgãos doados entre eles corações, fígados, rins e córneas. Esses números para serem ampliados dependem de alguns fatores como, por exemplo, potenciais doadores, contraindicação médica e aceitação da família.

Segundo o coordenador enfermeiro, André Luiz Augusto Moreira, a principal dificuldade para a ampliação da captação de órgãos hoje é a falta de conscientização das pessoas. “Muitas pessoas têm medo, outras têm dúvidas, há também tabus e até mesmo preconceito com relação a doação. Tirando a parte das contraindicações médicas de algumas patologias que são contraindicadas, pois o receptor pode vir a desenvolver uma doença, talvez a principal dificuldade para conseguirmos ampliar essa doação é a recusa familiar. Isso muitas vezes é por falta de conhecimento, por ser um assunto que não é discutido em vida o desejo ou não de ser um doador”.

Além desses aspectos peculiares, para ser um doador, existem alguns critérios técnicos como ter no mínimo dois anos de idade e no máximo 80 anos. “Trabalhamos na Santa Casa com uma taxa de 63 óbitos por mês, sendo que 50% estão acima da faixa etária. Então, encontramos um pouco de dificuldades porque a captação não depende somente de nós, e sim do potencial doador estar dentro desta faixa etária, não ter contraindicação médica e ter o consentimento da família”.

André Luiz Augusto Moreira deixou claro que a captação dos órgãos segue todo um protocolo e é totalmente seguro. “Além do consentimento da família, é necessário a presença de duas testemunhas e que seja feita a declaração por escrito autorizando a doação. Nossa equipe trabalha com seriedade e o procedimento é totalmente seguro. Se a pessoa tem o desejo de ser doadora, saiba que estará contribuindo para ajudar uma fila com mais de 32 mil pessoas aguardando por um órgão para ter a sua vida prolongada”.

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